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O GAD-7, explicado.

Sete perguntas sobre as duas últimas semanas, uma pontuação de zero a vinte e um, quatro níveis. O que mede, o que não mede, e como usá-lo ao longo do tempo.

O que é.

O GAD-7 é a escala curta de ansiedade que a maioria dos médicos usa. Sete afirmações, cada uma respondida para as duas últimas semanas na mesma escala de quatro pontos: nunca, vários dias, mais de metade dos dias, quase todos os dias, pontuadas de zero a três. O total vai de zero a vinte e um.

Foi publicado em 2006 por Robert Spitzer, Kurt Kroenke, Janet Williams e Bernd Löwe, a mesma equipa do PHQ-9 para a depressão, e foi feito para duas coisas: sinalizar quem pode ter uma perturbação de ansiedade generalizada e acompanhar a gravidade de uma consulta para a seguinte. Faz as duas em cerca de dois minutos.

É de uso livre, em qualquer contexto, sem licença. É uma das razões por que está em todo o lado: nos centros de saúde, nos questionários de admissão dos terapeutas, na investigação e em apps como esta.

O GAD-7 na app: uma pergunta sobre as duas últimas semanas e quatro respostas, de «Nunca» a «Quase todos os dias».

As sete perguntas.

Nas duas últimas semanas, com que frequência foi incomodado pelos seguintes problemas?

  1. Sentir-se nervoso, ansioso ou muito tenso
  2. Não conseguir parar ou controlar as preocupações
  3. Preocupar-se demasiado com diversas coisas
  4. Dificuldade em relaxar
  5. Ficar tão inquieto que custa estar parado
  6. Ficar facilmente aborrecido ou irritado
  7. Sentir medo, como se algo terrível fosse acontecer

Repare no que está na lista e no que não está. Quatro das sete perguntas são sobre a preocupação e o seu controlo; duas, sobre um corpo que não assenta; uma, sobre o medo. Nada sobre ataques de pânico, nada sobre evitamento, nada sobre sono. A escala mede a ansiedade do tipo preocupação, e essa mede bem.

Testes de saúde mental: GAD-7, PHQ-9, BAI, K10 e DASS-21 com número de perguntas e duração.

O que a pontuação quer dizer.

Somam-se as sete respostas. Os níveis são os que os autores publicaram:

  • 0 a 4: ansiedade mínima
  • 5 a 9: ligeira
  • 10 a 14: moderada
  • 15 a 21: grave

Dez é o número a fixar. No estudo original, uma pontuação de dez ou mais identificava a perturbação de ansiedade generalizada com boa sensibilidade e especificidade, e é o ponto habitual em que um clínico sugere uma avaliação mais completa. É um limiar para uma conversa, não um veredicto: muita gente passa dos dez numa quinzena difícil e fica abaixo na seguinte.

A app pontua nos mesmos quatro níveis e guarda o resultado, com a data, num histórico.

Um resultado do GAD-7 na app: a pontuação e o seu nível.

Usá-lo ao longo do tempo.

Um GAD-7 isolado é uma fotografia. A sua verdadeira utilidade está na série. Faça-o de duas em duas semanas, no mesmo dia da semana, e guarde as pontuações. Cada pergunta refere-se à última quinzena, por isso a quinzena é o intervalo natural; mais vezes, e está a pontuar os mesmos dias duas vezes.

Depois leia a linha, não os pontos. Uma descida de cerca de quatro pontos é geralmente considerada uma mudança digna de nota; um ponto para cima ou para baixo é ruído. Se começou algo novo, um medicamento, uma terapia, um hábito de exercício, a série é a forma de o seu clínico e você perceberem se está a fazer alguma coisa.

Responda pela quinzena, não por hoje. A manhã em que faz o teste é um dia em catorze; uma manhã má deve mexer muito pouco na pontuação.

A app guarda o histórico e, quando um resultado tem mais de duas semanas, sugere repetir. Antes disso não insiste.

Testes de saúde mental: GAD-7, PHQ-9, BAI, K10 e DASS-21 com número de perguntas e duração.

O que manter ao lado.

O GAD-7 não vê ataques de pânico e não vê o humor. Para isso, mantenha dois outros registos ao lado:

  • Um registo de ataques de pânico: quando, quão forte, quanto tempo, o que ajudou. Os ataques são acontecimentos, e uma escala quinzenal não os consegue contar.
  • Um diário de humor: uma marca por dia. O humor em baixo anda com a ansiedade tantas vezes que vale a pena fazer no mesmo dia o PHQ-9, o irmão do GAD-7 para a depressão.

A outra escala que convém conhecer é o BAI: vinte e uma perguntas sobre o lado físico da ansiedade, mãos dormentes, coração aos pulos, medo de que aconteça o pior. Encaixa no pânico muito melhor do que o GAD-7.

GAD-7, PHQ-9 e BAI são gratuitos no Anxiety Tracker e pontuados com os seus níveis. K10, DASS-21 e SIAS fazem parte do Pro. O registo de ataques, o diário de humor e as escalas estão no mesmo sítio, para ler o mês como uma coisa só.

O ecrã Estatísticas: intensidade média, dias com ataques, dias entre ataques e calendário de intensidade.

Perguntas

Perguntas que nos fazem.

Uma pontuação no GAD-7 é um diagnóstico?

Não. O GAD-7 é uma escala de rastreio e de acompanhamento. A partir de dez, normalmente vale a pena pedir uma avaliação a sério, e essa avaliação é uma conversa com um profissional, que também vai perguntar há quanto tempo isto dura e quanto lhe custa no dia a dia.

O que conta como má pontuação?

A escala não pensa em bom ou mau, pensa em níveis: 0 a 4 mínima, 5 a 9 ligeira, 10 a 14 moderada, 15 a 21 grave. Mais do que qualquer número isolado, importa a direção ao longo de alguns meses.

O GAD-7 mede ataques de pânico?

Não diretamente. Foi construído para a ansiedade generalizada, a das preocupações. Os ataques de pânico captam-se melhor com um registo dos próprios ataques e com o BAI, que pergunta pelo corpo. Ainda assim, muita gente com pânico pontua alto no GAD-7, porque o medo do próximo ataque é exatamente o que ele mede. Como manter um registo de ataques de pânico

Com que frequência o devo fazer?

De duas em duas semanas: todas as perguntas se referem às duas últimas semanas. Fazê-lo mais vezes é medir a mesma quinzena duas vezes. A app sugere repeti-lo quando o último resultado tem mais de duas semanas.

É gratuito?

A escala em si é de uso livre para qualquer pessoa; foi desenvolvida com uma bolsa da Pfizer e publicada sem licença. No Anxiety Tracker, o GAD-7, o PHQ-9 e o BAI são gratuitos e ficam guardados no histórico. K10, DASS-21 e SIAS fazem parte do Pro.

Anxiety Tracker · Diário de humor

O próximo ataque vai ser mais fácil de explicar.

Não porque doa menos. Porque vai saber como funciona, e vai ter tudo anotado.

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